domingo, 3 de outubro de 2010

História do Casamento: Grécia Antiga

O casamento na Grécia, mais especificamente entre os Atenienses, as meninas tinham, geralmente, entre 14 e 18 anos, enquanto os homens já estavam próximos aos 30. Acontecia também casamento entre primos, tios e sobrinhas e meio-irmãos (desde que não tivessem o mesmo pai). A poligamia era mal vista, considerada bárbara.
            A primeira etapa do ritual, era uma reunião de “noivado”, na qual o pai – ou tutor – da menina negociava com o futuro noivo questões financeiras e sociais. Tal conversa poderia se dar anos antes da concretização do casamento.
            Não há relatos da presença de sacerdotes nestas festas e o período mais comum era o mês de Gamalion (janeiro/fevereiro).
            Na véspera da cerimônia em si, as famílias envolvidas realizavam sacrifícios (proteleia, programia) a deuses como Hera e Zeus (deuses do casamento), a Ártemis (deusa da virgindade) e a Ilítia (protetora dos partos). Normalmente a noiva oferecia seus brinquedos, demonstrando, assim, o fim de sua infância e, junto ao noivo, se banhava em um ritual de purificação com água da fonte Calírroe. Esta era transportada em lutróforos (vasos especiais) por mulheres em cortejo.
            No dia do casamento, as casas dos noivos eram enfeitadas com ramos de oliveiras e loureiro. Os convidados trocavam presentes e comiam bolo de sésamo, acreditando que favoreceria a fecundidade do futuro casal. O pai – ou tutor – da garota, oferecia um banquete, durante o qual a noiva tinha seu rosto coberto por um véu e uma coroa na cabeça. Então, um menino, que deveria ter ambos os pais vivos, era escolhido para oferecer aos convidados pedaços de pão que eram tirados de um cesto enquanto recitava “eu bani o mal e encontrei o bem”.
            Chegando a noite, a noiva era encaminhada à nova casa em um carro puxado por bois ou mulas, acompanhada por amigos e familiares que seguiam carregando tochas e cantando o himoneu (hino do casamento). Na casa do rapaz, seus pais aguardavam a nora na porta segurando uma tocha e uma coroa de mirto. À ela, era dado um pedaço de bolo de sésamo e mel e uma tâmara e jogavam em sua cabeça figos secos e nozes, enquanto ela era levada ao quarto pela mãe do noivo.
            Chegando ao thalamus (quarto onde seria consumada a união), amigos e familiares cantavam o epitalâmio (canto nupcial reivindicando bênçãos). No dia seguinte, haviam novos banquetes e sacrifícios.


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